Fotojornalismo e Ética

Este relatório é consequência do trabalho de grupo elaborado para a Disciplina de Ética e Deontologia e está na base dos conteúdos apresentados num objecto multimédia executado com recurso ao software Pinacle. Essa apresentação tem por título “Fotojornalismo e Ética” e tem a duração aproximada de 7 minutos – formato do ficheiro f4v (Nov/Dez.2010).

“Fotojornalismo e Ética”

1. Introdução

Nas sociedades contemporâneas, complexas e multiculturais, os códigos de conduta estão permanentemente a ser postos em causa. A dualidade de critérios, inerente a conceitos religioso/culturais, ou porventura mais abstractos, como o entendimento do bem e do mal, estão permanentemente a ser aplicados ou a requerer ao ser humano um julgamento prévio.

O Jornalismo, será por essas e outras razões, uma área profissional que recorre com frequência ao julgamento sumário de temas, quer ao nível dos conteúdos escritos, quer da escolha das imagens. Se falarmos concretamente do tema da guerra ou dos conflitos, sempre actual nas sociedades dos nossos dias e das alterações sociais que dai resultam, a questão da ética e da moral, concretamente, daquilo que é dito ou mostrado, deve ser ponderado e contextualizado.

Para o ser humano, o mundo – dentro da sua heterogeneidade e complexidade – sempre foi campo de experiências e, como não há uma ética nem uma razão universais, muito embora a dualidade entre o bem e o mal ou o certo e o errado constituam o leitmotiv das grandes questões filosóficas que são para o Homem incontornáveis, estamos quase sempre, perante questões de moral, do que é normativo ou constitui regra. De forma simplista, estamos sempre perante uma tomada de consciência que se traduz na nossa posição perante a razão. Dito de outra forma, procuramos sempre a razão que nos assiste.

Se a ética está antes da moral e se encerra princípios tidos como vantajosos para a convivência entre os homens, então devemos procurar nos seus conceitos os pilares para a sustentabilidade das sociedades contemporâneas.

Kant preocupou-se e escreveu sobre estes assuntos, procurando explicações e justificações que foram desaguar nos princípios dos direitos humanos. Partindo de uma ética utilitarista, ou

se quisermos, de um conceito que se traduz na “fórmula” simplista de que; o que é bom, são todas as acções que têm como resultado o máximo de benefícios para o maior número de pessoas, ou dizendo de outra forma; quanto maior prejuízo trouxer às pessoas, menos aceite por estas se torna, percebemos que os seus estudos e preocupações faziam todo sentido.

Podemos exigir, pelas implicações resultantes da especificidade do seu trabalho, que a ética e as virtudes de carácter, pedidas a um fotojornalista, devem estar sempre presentes e usadas de forma incondicional.

2. Ética no fotojornalismo

Porque lhes devemos exigir – aos fotojornalistas – virtudes ou qualidades humanas excepcionais?

Será que podemos esperar deles, que acarretem no seu carácter, as tais “virtudes essenciais”, que os obriguem a reflectir e a medir os riscos das suas atitudes? Sendo certo que o acto é voluntário e reflectido, até onde pode ir a ética de um fotógrafo de imprensa, quando este faculta ao mundo a mais vil das chacinas, a coberto do olhar insensível da lente da sua inimputável máquina fotográfica?

Segundo o Professor Ramiro Marques, “A ética da prática pedagógica exige a aquisição e o uso das virtudes intelectuais (inteligência, sabedoria e prudência) e das virtudes do carácter (justiça, coragem, temperança, esperança, generosidade, amizade, etc.)”.

Será lícito pensar, que um fotojornalista/jornalista procurará também, usar as virtudes intelectuais e de carácter transmitidas aquando da sua formação para que as possa aplicar depois. Mais tarde ou mais cedo, precisará de as usar em ambiente hostil ou adverso, nos lugares onde se questione a dignidade humana, perante a ignomínia dos ricos e dos poderosos.

2. 1 Acerca das técnicas

Os problemas que as novas tecnologias levantam ao fotojornalismo, imputáveis às tecnologias digitais, estão relacionadas com a forma fácil e de difícil detecção com que são manipuladas as imagens, ou seja, a grande dificuldade em detectar se existe alteração dos seus conteúdos, passível de questionar a sua verdade.”

Podemos sempre “subtrair” ou manipular os conteúdos de uma imagem e com os meios digitais que se conhecem hoje em dia, a questão coloca-se até de outra forma porque as imagens digitais ficam menos sujeitas a questões éticas, se publicadas em revistas cómicas ou nos “media chique”.

“Desde sempre que a fidelidade à verdade da informação constante numa imagem é questionada. Se antigamente a técnica impunha algumas restrições à manipulação das imagens, hoje podemos afirmar que temos técnica a mais.

Com o surgir da fotografia digital em 1989, com vários modelos diferentes de suportes, surgem a par destes, software adaptado à edição e armazenamento digital, vindo a facilitar grandemente o tratamento (e manipulação) das imagens, acabando praticamente com o sistema analógico.

A falta de fidelidade e ética com a verdade dos factos, pode trazer consequências ao profissional e à sociedade que se pode sentir enganada e perder a confiança em determinado veículo de comunicação (social), nesse caso o código de ética do jornalismo prevê que tanto o profissional como o veículo de difusão podem ter responsabilidade pela adulteração”

(inA Ética no fotojornalismo da era digital” , de Cláudia Maria Teixeira de Almeida / Paulo César Boni – professores do curso de especialização em fotografia da Universidade Estadual de Londrina, Brasil)

(A manipulação da fotografia, para atingir fins políticos favoráveis, foi usada de forma recorrente pelos dirigentes comunistas da antiga União Soviética. Se a personagem deixou de agradar tornando-se em persona non grata então, tratavam de a “subtrair”. Refira-se como exemplo, o apagamento de Trotsky em algumas das fotografias onde surge junto a Lenine.

2. 2 A importância de um código de conduta moral.

Segundo o CÓDIGO DEONTOLOGICO DO JORNALISTA, este deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Deve combater a censura e o sensacionalismo e lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e às tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar.

O jornalista/fotojornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais. As fontes são fundamentais para dar crédito às suas informações.

Até factos comprovados, o jornalista/fotojornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. Deve também rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.

O jornalista/fotojornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos e obriga-se, antes de recolher declarações ou imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas bem como recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional.

Se dermos particular atenção à ética e ao mercado da informação, a primeira deve dar ênfase a quem aparece, a quem se mostra, a quem vê e a quem lê.

Para se perceber do que aqui se fala, imaginemos a seguinte situação:

Uma imagem mostra vários corpos carbonizados sobre a areia, um dos quais surge em primeiro plano e de rosto voltado para a frente. A acompanhar esta imagem, o jornal colocou aos seus leitores a seguinte questão:

“Concorda com a publicação desta fotografia na capa do Público de amanhã?”

De acordo com uma nota da direcção publicada na edição em papel do dia seguinte, a intenção do jornal foi “discutir no espaço público o tipo de decisões que os media tomam todos os dias, quase a toda a hora”.

http://lasics.uminho.pt/ojs/index.php/anuario2006/article/viewFile/389/365

A pertinência da questão, coloca o público/leitor perante uma tomada de consciência, em tudo igual aquela que é colocada, diariamente, aos directores da maioria dos jornais. Se a fotografia acontecer num “momento discursivo” capaz de despoletar uma grande produção mediática e se esse momento for, pela natureza das suas consequências, catastrófico, brutal ou sangrento, então deve imperar o bom censo e as virtudes pessoais do fotojornalista, aplicando como regra de ouro os princípios basilares do seu código deontológico.

Muitas questões de ética jornalística se apresentam quando um fotógrafo levanta a sua máquina porque, “cada ser humano é único, com as suas crenças e o seu carácter, as suas escolhas, os seus sonhos e os seus pesadelos. Várias vezes alguém ficou irritado comigo quando me colocava a seguinte questão. – “E se fosse você o que teria feito?”. A resposta é sempre a mesma: Não sei.

Toda a situação exige de nós acção e todos os factores influenciarão: o nosso estado de espírito, o ambiente que nos rodeia, o tempo para análise da situação, a experiência e uma série de sentimentos e sensações que nos fará – ou não – tomar certas atitudes”.

“A Ética na Fotografia” – Bruno Melo – http://obcbruno.wordpress.com/2009/02720/87/

2. 3 Acerca dos conteúdos das imagens

Certas fotografias, pela força dos seus conteúdos, ficaram marcadas na nossa memória. Umas de forma indelével e outras de presença mais vincada. Coladas a muitas delas subsistem histórias dramáticas com consequências para ambos os lados da máquina fotográfica. Referimo-nos neste trabalho a apenas dois casos. Um que se passou na África negra, mais propriamente no Sudão, em Março de 1993 e que foi objecto de um importante prémio para o seu autor;

Kevin Carter. O outro trata o caso de Sharbat Gula, jovem adolescente afegã de etnia pahstu, fotografada por Steve McCurry num campo de refugiados no Paquistão. Sharbat é o rosto do medo perante a incerteza da guerra, mas o verde dos seus olhos correm mundo impressos na capa da National Geographic. Serenadas as hostes, a jovem pashtu regressa à sua terra e o fotógrafo perde-lhe o rasto. Movido pela curiosidade de saber o que aconteceu à rapariga e que consequências o conflito lhe terá trazido, enceta uma busca que termina com o reencontro, 17 anos depois.

No primeiro caso, o fim foi dramático: “estou deprimido, sem dinheiro para o aluguer… sem dinheiro para ajudar as crianças… sem dinheiro para as dívidas. Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres e dor… (…) a dor de viver ultrapassa a alegria ao ponto em que esta deixa de existir”

Carter suicidou-se aos 33 anos de idade, perseguido pela memória do acontecimento que fotografou. A célebre fotografia pelo qual haveria de receber o prestigiado Prémio Pulitzer – o abutre que espera a altura de atacar a criança moribunda – avivava a dolorosa questão: “porque motivo não ajudou a criança…, porque não interferiu?

No segundo caso, possivelmente o oposto do anterior, apresenta uma consequência feliz. Sharbat volta a ser capa da National Geographic, demonstrando ter escapado ao conflito. Com este encontro, a sociedade que publica a revista criou, em sua honra, um fundo especial de ajuda ao desenvolvimento e à criação de oportunidades educativas para as meninas e mulheres afegãs.

Por fim, e justificando a abordagem ao tema, o romance de Arturo Pérez-Reverte, “O Pintor de Batalhas” – edições ASA – foi o mobile que serviu de enquadramento ao tema. Embora ficcionado, o cenário proposto na literatura deste importante escritor espanhol, leva-nos a compreender as atitudes dos fotógrafos em situações de guerra. Quais as consequências de um instantâneo, tirado no meio de um conflito nos Balcãs, que se torna capa de uma importante revista, trazendo a glória ao fotojornalista e a desgraça o soldado fotografado. O segundo paga caro a exposição pública em que se viu enredado. Afinal, o soldado, que o procura desde essa altura, com o desejo de vingança, acaba por não o fazer, descobrindo que as vivências de anteriores conflitos, à mistura com o remorso, o tinham minado profundamente. Por essa razão, não valia a pena consumar o que há muito houvera planeado, pois, segundo ele, a “pintor de batalhas”, fotografo retirado, já estava morto.

Algumas frases retiradas do romance:

A ficção do escritor “ibérico”, Arturo Pérez-Reverte, no seu romance “O Pintor de Batalhas” (Lisboa: Asa, 2007), alude a uma questão de fundo que nos remete para questões de ética, ou de como a fortuna de um, corresponde, em linha directa, ao infortúnio do outro.

Na sua abordagem romanceada das vivências de um fotógrafo de guerra freelancer, impelido para cenários de conflito em várias partes do globo, de máquina fotográfica em punho, o autor foca a questão das consequências – nem sempre previsíveis – da fotografia como registo documental ao serviço da “razão”.

Do conflito dos Balcãs (Ivo Markovic, croata, “herói de Vokovar”, combatia os sérvios e foi capa da Newszoom, era o tipo da “fotografia famosa”, “o rosto dos separatistas croatas”, que em consequência disso, para além de preso dois anos e meio, sentiu a vingança na tortura e na morte da mulher e do filho. Markovic questiona Folques, o fotógrafo decide não vender e destruir a foto que tirou à companheira morta na consequência de uma mina antipessoal), ficaram marcas que as sociedades beligerantes têm, naturalmente, dificuldades em apagar.

Se dessas acções ficaram registos potenciadores de memórias, capazes de desenterrar sentimentos e avivar antagonismos, saídos do olhar destemido da objectiva de um qualquer fotojornalista, num qualquer conflito, num qualquer recanto do mundo, onde poucos se aventurariam a ir, então, a sua importância não pode ser tida como um mero registo estético, ou de “rotina profissional”, mas sim como um pedaço de história que consubstancia os factos.

A colagem a questões éticas, mesmo em ambiente ficcional, é evidente;

(…) talvez desde o dia em que uma fotografia sua – um guerrilheiro angolano adolescente a chorar junto do cadáver de uma amigo – foi adquirida para promover uma marca de roupa; (pag.14)

(…) nove em cada dez fotógrafos acabados de chegar limitavam-se ao ritual, à procura do instantâneo que os inscrevesse no clube selecto dos turistas do horror. (pag.15)

(…) numa das suas fotografias profissionais , a preto e branco, tirada de pois do impacto de um projéctil dos Khmers vermelhos em Pochentong, o mercado de Phnom Penh: no chão uma criança feridas, ligeiramente soerguida, com os olhos velados pelo trauma da explosão, observava a mãe, estendida de barriga para cima, em diagonal no enquadramento da fotografia, com a cabeça aberta pela metralha e o sangue traçando longas e complicadas linhas no chão. (pag. 38)

(…) A sua cara foi capa de várias revistas e desde essa altura via centenas de vezes (…) feriram-me duas semanas depois de meter tirado a fotografia (Pag.45)

(…) a guerra – disse depois de pensar um pouco – só pode ser fotografada se, ao levantarmos a máquina fotográfica, não formos afectados pelo que vemos… (pag.46)

(…) que a fotografia permite ver em fracções de segundo coisas que as pessoas normais não se apercebem por mais que olhem. (pag.51)

(…) o miliciano somali fez uma expressão gabarola com as duas mãos empunhando a espingarda e um pé sobre o peito do cadáver em jeito de caçador (…) meik mi uan foto (…) e Folques, erguendo novamente a máquina fotográfica, fingiu tirar também essa imagem, embora não o tenha feito. (pag.99)

(…) entre eles um chapéu de palha de forma cónica sobre um charco de sangue. Não era a fotografia preferida (de Folques) (…) , mas nessa altura, a ele e aos seus editores parecera-lhes uma boa capa. (pag.100)

(…) mas quando através do visor (da máquina fotográfica) viu que o homem tirou do bolso um alicate para arrancar ao morto os dentes de ouro, a náusea impediu-o de focar. Nessa altura deixou a máquina cair sobre o peito e pôs-se a andar… (pag.103)

(…) Você também cometeu vilezas, senhor fotógrafo. Cuidado. A sua máquina fotográfica foi cúmplice passiva muitas vezes… (pag.106)

(…) Tirou a fotografia? -Nunca teria sido publicada. De modo que não a tirei – Mas, tirou, e foram publicadas, aquelas dos homens com pneus a arder em volta do pescoço… Na África do Sul, acho. (pag. 114)

(…) Comecei como todos, acho eu: testemunho privilegiado da História, perigo e aventura. (…) a diferença é que a maior parte dos fotógrafos de guerra que conheci descobriram uma ideologia à posteriori… com o tempo humanizaram-se… ou fingiram fazê-lo. (pag.115)

(…) e sabe o que acho? – Que você era um bom fotografo porque fotografar é enquadrar, e enquadrar é escolher e excluir. Salvar umas coisas e condenar outras… (pag.119)

(…)”Dá-me a crueldade de uma máquina fotográfica não cúmplice” (pag. 133)

(…) a minha máquina fotográfica não fotografou isso, disse, logo, não existe. (pag. 148)

Pérez-Reverte, nasceu em Espanha, Cartagena, em 1951 e licenciou-se em Ciência Política e Jornalismo, nomeadamente como repórter de guerra, dedicou-se à escrita de romances e tornou-se no escritor espanhol mais lido no mundo.

www.capitanalatriste.com

2. 4 Fotojornalismo como profissão.

O Jornalismo é uma das áreas profissionais que recorre com frequência ao julgamento sumário de temas quer seja ao nível dos conteúdos escritos, quer da escolha das imagens. Se falarmos concretamente do tema da guerra ou dos conflitos, e das alterações sociais que dai advém, a questão da ética e da moral daquilo que é dito ou mostrado deve ser contextualizado.

Por obrigação profissional, ao jornalista compete o registo, a selecção do conteúdo, ou a oportunidade do instantâneo, mas a divulgação ou publicação desse material, o acto de torná-lo público apresenta ao autor, e a quem desse material fizer uso, uma análise cuidada sobre as consequências da sua divulgação. Contudo não o desresponsabiliza pelas consequências da sua divulgação pública.

Naturalmente que o olhar de um fotojornalista não é ingénuo uma vez que está, sempre, carregado de intencionalidade. Essa é porventura a sua melhor arma

2. 5 Fotojornalismo vs Paparazzi

A chamada “imprensa cor-de-rosa” ou “media chique”, que recorre com frequência a imagens que colocam a nu as fragilidades dos famosos, usa com a maior desfaçatez, o poder da imagem. Parecem não se preocupar minimamente com as consequências, valendo quase tudo para atingirem os seus fins. Vejamos um dos casos mais mediáticos:

Agosto de 1997, túnel Ponte l’Alma , Paris.

O acidente foi justificado como resultante da fuga do automóvel da princesa aos fotógrafos intitulados paparazzi (foi o cineasta Felini quem criou, depreciativamente, essa designação), que a perseguiam por todo o lado. Logo houve reacções violentas contra os fotógrafos, metendo no mesmo saco paparazzi, fotojornalistas e operadores de câmaras de televisão.

Os londrinos, chocados, enfrentavam assim as câmaras da fleumática BBC: “Vocês são uns canalhas. Foram vocês que a mataram. Assassinos!”

Nem mais.

Em Portugal, a presidente (à época) do Sindicato dos Jornalistas, Diana Andringa, veio a público repor as coisas no seu devido lugar. E explicou a diferença entre as actividades profissionais dos paparazzi e dos fotojornalistas. O que está em causa é a Deontologia, o Código Deontológico que, cada vez mais, em Portugal e no estrangeiro, é menos respeitado.

Este é que é o verdadeiro problema.

in Vidas Públicas, Vícios Privados de Manuel Correia (1997)

http://fotojornalismos.blogspot.com/2004/12/fotojornalistas-vs-paparazzi.html

3. Bibliografia / Webgrafia

Pérez-Reverte, Arturo , “O Pintor de Batalhas”, Edições ASA, Lisboa, Março, 2007

inA Ética no fotojornalismo da era digital” , de Cláudia Maria Teixeira de Almeida / Paulo César Boni – professores do curso de especialização em fotografia da Universidade Estadual de Londrina, Brasil)

http://www.ramiromarques.pt.vu – Página de Ramiro Marques

http://sites.google.com/site/ramirodotcom

http://china-em-reportagem.blogspot.com/2007/09/tica-e-fotojornalismo.html

http://www.hottopos.com/mirand2/jornalis.htm

http://fotojornalismos.blogspot.com/2004/12/fotojornalistas-vs-paparazzi.html

www.capitanalatriste.com

http://obcbruno.wordpress.com/2009/02720/87/

http://lasics.uminho.pt/ojs/index.php/anuario2006/article/viewFile/389/365

4. Autoria

Docente:

Profº. Ramiro Marques

Discentes:

Tânia Prates (09)

Rui Bexiga (014)

Fernando Veríssimo (012)

Mário Cláudio (011) Santarém, Dezembro de 2010

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