O PROCESSO DE CODIFICAÇÃO E O PROBLEMA DA INTENCIONALIDADE

A complexidade da interacção comunicativa remete-nos para a abordagem ao modelo da escola de Palo Alto, onde o trabalho dos investigadores os levou a concluir, entre outras considerações sobre o sistema comunicativo, que o conteúdo da mensagem pode ser dissociado da qualidade ou estilo, com que esta, é emitida.

Toda e qualquer mensagem contêm, em essência, além de um conteúdo explícito e aspecto que especifica o modo pela qual esta deve ser considerada, na relação entre os agentes envolvidos no sistema comunicativo.

A comunicação tem duas possibilidades para fazer menção aos objectos da mensagem;

Para tal utilizam-se dois códigos distintos; o analógico e o código numérico.

O primeiro corresponde a todos os elementos não verbais, por este devem entender-se os aspectos não verbais da comunicação, ou seja; posição do corpo, gestos e inflexões na voz (intonacional), expressões faciais (cinésica), sequência (ou modo como as palavras são organizadas, ou seja, a sintaxe) e cadência dos enunciados verbais. O código analógico tem semântica adequada, mas por outro lado, não possui sintaxe de modo a poder definir, de uma maneira não ambígua as interligações, as relações entre os comunicadores, falta-lhe a possibilidade de exprimir, com facilidade, mensagens de tipo negativo ou comunicar conceitos abstractos.

Por outro lado existe o código numérico (ou digital) dispõe de sintaxe lógica, complexa e poderosa, que consiste no uso do verbal, principalmente quando são trocadas informações sobre os objectos e onde se espera, da comunicação circular, um feedback, em alternância de interlocutores, de semântica inadequada, ou carente de semântica adequada para a relação existente entre os interlocutores.

Assim, o ser humano para comunicar, tem de combinar o uso destas duas linguagens, verbal e não verbal, e tem constantemente de traduzir uma e outra, podendo, apesar de tudo, incorrer em erros de interpretação. O contexto é muito importante para a compreensão da mensagem e deve ser acautelada em função de factores culturais e outros, dos interlocutores no mesmo acto comunicativo.

Para compreender o contexto exige-se capacidades cognitivas de entendimento e percepção de código utilizado (trocado) incluindo uma capacidade de entendimento e significado dos signos utilizados, ou seja (e usando a metacomunicação) sinais com significado.

Mead defendia que para a comunicação ser eficaz ter-nos-íamos que colocar “na posição do outro”, Mizzau, por conseguinte, diferenciou a capacidade de compreender a capacidade do outro “diferente da nossa”

Trabalho de equipa: Rui Bexiga (090 236 014) – Fernando Veríssimo (090 236 012) – Out. 2009

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