Prince – O génio que mudou o rock

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Prince foi o grande génio musical dos anos 80. Original e talentoso, foi ele que conseguiu dominar todas as tecnologias e utilizá-las na sua música, sem que por isso esta perdesse a sua alma ou o seu poder de excitação, bem como através do uso da sua imagem, a influência da cultura dos primórdios do Rock é notória, mas Prince encarna uma personagem que nos anos 80 influenciou e mudou todo o panorama da música rock.

Prince conseguiu fundir as várias influências e criar novos géneros de sonoridades que deram origem a novos movimentos e subculturas que viriam a ser importantíssimas na cultura do final do séc. XX nos Estados Unidos da América e que de alguma forma se estendeu um pouco por toda a parte.

A compreensão que esteve por detrás desse percurso com a influência que a velha cultura rock teve na personalidade de Prince e a forma como o artista foi moldando o seu percurso é o tema deste Trabalho.

1. As influências

o Rock, é um estilo musical nascido em meados da década de 50 nos Estados Unidos, originário do blues e da música country, caracterizado pela existência de um ou mais vocalistas, baixo e guitarras eléctricas muito amplificadas, bateria, sintetizadores, diversos instrumentos de sopro e percussão.

Na história da música rock americana, encontram-se traços do rock um pouco por todo o lado, desde o blues (a sua maior fonte de inspiração) ao jazz do estado do Kansas, passando pelo boggie woogie (este em parte com influências do ragtime), até à mais “popular” música country. O rock pode comparar-se às músicas que só atingem o seu verdadeiro significado na realização de uma função precisa. A função do rock é a de colocar o ouvinte num estado específico em que o corpo passa a desempenhar um papel.

“É o corpo que afinal produz a música, a recebe e lhe responde; e é o corpo que liga os sons, a dança, a moda e o estilo ao ancoradouro inconsistente da sexualidade e do erotismo”. – Ian Chambers citado em “Guia do Rock” de Philippe Bouchey, pag 10.

Assim, é a faculdade que um artista tem de gerar uma resposta corporal, que o faz classificar como rock. Rock exprime excitação e rebelião (musicalmente a acentuação irá para tudo o que possa valorizar a tensão); integra os conceitos de credibilidade e de consubstanciação (essencialmente ao nível das letras); situa-se num jogo de referências (tempo sagrado, o próprio rock reconhecido como entidade superior pelo artista); é uma música popular (função social, importância da forma cantada).

Qualquer musicólogo que trace cuidadosamente o desenvolvimento da música pode-nos dizer que o rock não vem de lado nenhum: mas soava como se viesse”. – “Guia do Rock” de Philippe Bouchey, pág. 23.

O rock torna-se popular por volta de meados da década de 60. Produtores independentes começam a alcançar algum domínio de mercado e iniciam a procura de adaptação do rock a um processo comercial, respeitando a personalidade dos artistas. Procurava-se assim uma produção mais adequada à qualidade das melodias e das vozes com uma atenção posta nas letras, de uma forma simples mas não simplista. Este trabalho é visivelmente comercial, mantendo-se fora do sistema na procura do êxito mantendo o respeito pelo público.

Nos anos 80 assistiu-se à vertigem da fragmentação em diferentes estilos do rock. A geração do rock, a do baby boom, tem trinta e cinco anos. Instala-se, tendo esclarecido as utopias e apreendido o gosto pela realidade económica. Os hippies transformaram-se em yuppies (jovens profissionais urbanos). O rock domina a indústria do disco, e os excluídos de antigamente são os grandes vendedores de então. A rebeldia deixa de ter razão de ser, os tempos mudaram.

A nova geração, aquela que nasceu nos anos sessenta e setenta, já não reivindica a revolução do sistema e dos costumes. As pessoas preocupam-se com ideais humanitários, mas já não se metem nas «práticas» concretas de outros tempos. Portanto, o eterno fosso entre grandes editoras e editoras independentes torna-se contínuo. O rock, com os seus valores mais específicos, dirige-se aos marginais de todas as espécies, verdadeiros duros e excêntricos: esse é o mercado das editoras independentes.

Os anos oitenta são caracterizados pelas revoluções técnicas que dão origem a uma grande mudança. Os novos sintetizadores têm performances cada vez melhores, e são cada vez mais flexíveis.

A partir dos sons básicos, pode recriar-se aquilo que se quiser, desde a secção de violinos à percussão com as suas caixas de ritmos electrónicas. Os estúdios de gravação não ficam atrás, e as reverberações digitais permitem um trabalho imenso sobre os sons percussivos. A partir de 1984, aparecem as mesas digitalizadas e a mistura assistida por computador permite jogar com as quarenta e oito pistas permitindo o aparecimento de novas experiências sonoras.

Paralelamente, é muito mais fácil, ao escolher a electrónica, rivalizar em termos de custos menores com as produções das majors (grandes editoras discográficas). Isto explica a corrente “sintética” da música negra (rap e house music).

O videoclip veio acentuar o desequilíbrio, uma vez que se torna pouco a pouco um meio indispensável de promoção. O vídeo vem pôr em evidência a importância da televisão no sistema cultural moderno.

O aparecimento do play-back nos anos sessenta permitiu que se fizessem emissões baratas “Ready steady go” (nos Estados Unidos ou «Top of the Pops” (em Inglaterra), mas mais do que isso, permitiu aos artistas separarem-se da figura imposta até então. O artista podia promover a sua imagem.

Coube a Prince ter sido o génio do decénio, original e talentoso, foi ele que conseguiu dominar todas as tecnologias e utilizá-las na sua música, sem que por isso esta perdesse a sua alma ou o seu poder de excitação, bem como através do uso da sua imagem.

2. Percurso do artista

Roger Nelson, de Minneapolis, no Minnesota, é o homem dos anos oitenta.

Cantor e compositor soul, Prince Rogers Nelson nasceu a 7 de Junho de 1958, Filho de John L. e Mattie Nelson, pianista e vocalista em Minneapolis, foi baptizado a partir do nome do grupo Prince Roger Trio do qual o seu pai fez parte. Desde muito cedo contactou com o mundo da música, desenvolvendo sozinho, capacidades na composição e execução de vários instrumentos. Foi de seu pai que recebeu a sua primeira guitarra.

Depois dos seus pais se terem divorciado quando ainda não tinha feito dez anos de idade, Prin­ce passou por uma ado­lescência bastante compli­cada, brigas constantes com o segundo marido da sua mãe, e uma convivência difícil com o seu pai, que acabou por o converter numa pessoa introspectiva dedicada basicamente à aprendizagem autodidacta do piano e ao som dos velhos mestres do funk, um estilo que o fascinou desde que assistiu a um espectáculo de James Brown. “James Brown simboliza tudo o que os negros podem ganhar, o estilo que podem desenvolver e a arrogância que podem ter”. – Nick Cohn em “As feras do Rock” Vol 1, pág. 178.

clip_image014Nesse tempo, Prince formou uma banda com o nome  “Grand Central”. O conhecimento musical de Prince foi-se desenvolvendo e, transformou-o no principal membro da banda e também o seu vocalista. Era então influenciado para além de James Brown, por Jimi Hendrix, Earth, Wind & Fire e Sly and Family Stone.

O resultado de todas estas influências foi o ter-se tornado  durante os anos 80,  um dos talentos mais singulares do rock.

Os seus quatro primeiros álbuns, vêem-no definir pouco a pouco a verdadeira fusão dos géneros, soul, Junk e rock, e confirmaram a ascensão de um artista produtivo – um álbum por ano.

Em 1978 editou o seu primeiro álbum, “For You “, apresentando uma sonoridade funk e soul. Prince propositadamente formou uma banda multi-racial, misturando brancos e negros como uma banda que o influenciou muito, Sly and Family Stone. Em 1979, Prince terminou de gravar o seu segundo álbum “Prince” o seu primeiro trabalho completamente pessoal e reconhecível, com a participação dos músicos da sua banda “Revolution”. As fotos da capa e da con­tra-capa desse álbum, provocaram a maior discussão e polémica. Na contracapa ele aparece completamente nu montado num cavalo alado, como um orgulhoso deus de ébano.

Por outro lado a sua música foi se afiando e tomando corpo numa mistura de funk descaradamente sexual, pince­lado por gritos de guitarra e abertas referências a T. Rex, Donna Summer e Sylvester, três artistas idolatrados pela comunidade gay dos anos 70. Como se não bastasse, os próprios nomes das músicas não dão margem a dúvidas: “Sexy Dancer”, “I Wanna Be Your Lover”, “Why You Treat Me So Bad?” e “I Feel For You”. Assim Prince transformou-se no maior represen­tante do sexy-funk e do punk-funk.

Estes dois êxitos foram tocados ao vivo em 26 de Janeiro de 1980 na Televisão no programa “American Banstand”. Prince chamou a atenção pelas suas roupas coloridas, que vestia seu 1,60 de altura, turbinados pelas botas de salto alto. Quando questionado pela imprensa a respeito de seu figurino, ele declarou que se “sentia bem com seu visual”.

Nesse ano lança o terceiro LP de Prince, “Dirty Mind” na qual a inspiração vem da exploração da sexualidade. Gera polémica des­de o seu próprio título: “Dirty Mind”, a radiografia moral de um mestre da provocação e do mais digno herdeiro das qualidades de James Brown: a astúcia comer­cial, o absolu­tismo artístico e o arrojo estilístico.

A capa do disco, uma foto do ar­tista usando somente umas cuecas pretas, um lenço amarrado ao pescoço e uma jaqueta desabotoada, ­voltando a escandalizar os moralistas.

As músicas também exaltam o vício e a perversão, com letras que falam de sexo oral, de incesto, de sadomasoquismo e de uma série de depravações embaladas por um funky selvagem, que não se ouvia desde os melhores discos dos Fun­kadelic e dos Sly & The Family Stone.

«No principio todos os meus textos  estavam baseados em fantasias masturbarias. Nessa época eu vivia completamente isolado do exterior, e quando comecei a compor, cortei qualquer tipo de relação com as mulheres» – Prince em “As Feras do Rock” Vol. 3 Pág. 133

Nos seus primeiros anos Prince vestia-se provocantemente. Esta ostentação e o fato de se expressar sexualmente no palco e nas letras das suas músicas fizeram o público questionar sua orientação sexual. Isto trouxe-lhe problemas como na ocasião em que abriu os concertos dos Rolling Stones em Los Angeles no “Los Angeles Coliseum” em 1981, quando o público lhe atirou lixo, enquanto vestia apenas um casaco e umas cuecas, sendo vaiado até sair do palco. Mas é com “1999” em 1982 que o universo de Prince encontra a sua coerência quer a nível da música, com um domínio da electrónica e da produção, quer a nível da imagem: provocação, sensualidade turva e ousada, enquanto por esses tempos no mandato de Reagan, a América apostava no regresso ao puritanismo.

O seu talento de compositor aparece em “little red corvette” ou “delirious” enquanto “1999” é a melhor canção sobre a dança como redenção do final do século.

“Purple Rain” em 1984 é o álbum da consagração composto como banda sonora para o filme autobiográfico com o mesmo nome. Filme dirigido por James Foleye cen­tralizado na figura de um jo­vem aspirante a astro da musical, o próprio Prince, que teve uma infância muito infeliz e se redime graças ao amor da exuberante Apollonia Kotero, uma jovem atriz de Santa Mónica, Califómia, que seduz o músico ao ponto de convencê-lo a mudar o nome de Vanity 6 para Apollonia 6.

A temática continua a mesma, mas é validada por uma música inovadora, que vai buscar forças ao psicadelismo, enquanto representante da liberdade criadora total, desde a loucura Hendrixiana (“let’s go crazy”) ao gospel sintético (“when doves cry”) e à balada de tal forma evidente que se tinge de exagero (“purple rain”).

Prince dá as directrizes para os anos oitenta: tudo é possível. O impressionante sucesso de Purple Rain, com mais de dez mi­lhões de cópias vendidas, e a torné que Prince fez com a cantora Shei­la E, filha do percussionista de Carlos Santana, Pete Escovedo, e tam­bém lançada por Prince, deu-lhe uma grande independência artísti­ca e financeira. A seguir Prince mon­tou os seus próprios estúdios e abriu a sua companhia Paisley Park, criando uma grande base de música funk, por onde passaram artistas tão diversos como The Time, Sheena Eas­ton, George Clinton, Fine Young Can­nibals, Nona Gaye e Mavis Staple.

O que será confirmado pelos seguintes álbuns: “Around The World In One Day” em 1985, primeiro lançamento da sua própria editora Paisley Park e Parade em 1986. Nestes discos, Prince vai até ao mais ínfimo pormenor na sua arte de reinventar os ritmos, sabendo ser minimalista (“KISS”) e derrubar os critérios habituais da música de dança.

Em 1987, as ambições de Prince foram crescendo, crescendo para um fabuloso album intitulado “Sign ’o’ the Times”. Mas logo a seguir  lançou  “Lovesexy” um album confuso, que foi um desastre comercial. Prince viveu os últimos anos da década de 80 envolvido numa das operações comerciais mais estranhas e absurdas da história do rock: o que primeiro foi anunciado, depois interrompido e finalmente pirateado, o lançamento do famoso “Black Album”, um álbum lendário e composto por sobras do disco “Sign ‘O’ The Times”, que mobilizou milha­res de dólares no mercado negro e provocou vários tipos de comentá­rios, especulações e boatos sobre as suas músicas e a proibição do seu lançamento por parte de Prince.

Na época, comentou-se que Prince proibiu o lançamento do “Black Album” quando a Warner já ti­nha fabricado umas cem cópias na sua fábrica alemã de Aachen. Antes de serem destruídas, alguém que tinha acesso à fábrica roubou pelo menos quarenta exemplares, colocando-os em circulação por um preço exorbitan­te, uma pessoa che­gou a pagar 13.000 dólares por um dos discos.

Prince é ainda mais importante se pensarmos que ele é talvez o primeiro a fazer cair por muito tempo e de forma natural as barreiras que existiam até aí entre os públicos negro e branco, entre a música de dança e o rock. Em 1991, o Prince formou os “New Power Generation”, a melhor, a mais versátil e talentosa banda formada por ele. Com o seu primeiro álbum, “Diamonds and Pearls”, o artista reafirmou sua maestria contemporânea “R&B”.

Em Junho de 1993 adoptou como nome oficial um símbolo hermafrodita, ao qual alguém chamou “Símbolo do Amor”. Esta designação prolongou-se por dois anos. Conhecido no meio musical por “The Artist Formerly Known As Prince” (“O Artista Anteriormente Conhecido Como Prince”). O álbum com o mesmo símbolo, editado em 1992, pela Warner Brothers, incluiu os êxitos “Sexy MF”, banido das rádios inglesas, e curiosamente “My Name Is Prince”.

Em meados dos anos 90 entrou em litígio com a editora. Na cerimónia dos “BRIT Awards 1995”, surgiu em palco com a palavra “slave (escravo) escrito na testa em alusão a esse conflito. As suas entrevistas rarearam, preferindo dirigir-se aos média através de outras pessoas nomeadas por si para esse efeito.

Em 14 de Fevereiro de 1996, casou-se com Mayte Garcia, uma das cantoras do seu grupo surpreendendo algumas facções que pensavam que ele era gay. Em 1997, Prince aproximou-se do baixista Larry Graham, um dos seus ídolos de infância, com perguntas sobre a sua fé como Testemunha de Jeová. Numa entrevista posterior, Graham afirmou que Prince tinha necessidade de respostas bíblicas e conselhos, e que ele estava feliz, por poder responder a essas questões. Prince tornou-se muito interessado na religião. Ele foi baptizado como uma das Testemunhas de Jeová em 2001, simbolizando sua dedicação a Jeová. Foi nessa época que ele lançou o álbum “The Rainbow Children”, onde se baseou fortemente nos temas religiosos das Testemunhas de Jeová.

A partir daqui Prince parece ter encontrado a paz espiritual que procurava, reflectindo-se no seu comportamento menos excêntrico, ao mesmo tempo que se nota menos improvisação e mais profissionalismo em todos os aspectos da sua carreira, relegando para planos mais afastados a importância dada à sua imagem.

Prince começou a produzir música que se afastava das correntes mainstream, (corrente principal) dando azo à sua criação musical mais própria. Continua a ser o guia de um número considerável de artistas.A carreira de Prince prossegue com o continuo lançamento de álbuns, mas o mercado musical entretanto tem vindo a mudar na incessante procura de novos ídolos, catapultados para a fama na maior parte dos casos não pela sua capacidade musical mas sim por campanhas de Marketing bem organizadas, que assentam muitas vezes numa determinada imagem que poderá ser consumida por um público cada vez mais global. A sua música continua a ter uma qualidade inegável, continuando a realizar inúmeros concertos por todo o mundo.

Prince tem a imagem de uma pessoa difícil de se trabalhar e de ser altamente protector de sua música. Muitos críticos elogiam seu trabalho pela sua versatilidade em compor, tocar, cantar e dançar fazendo de sua performance em palco algo absolutamente extraordinário.

A sua reputação de Prince “workaholic” persegue-o, seja a trabalhar nas suas músicas ou produzindo outros artistas até o ponto de deixar muito material inédito na “gaveta”.

Conclusão

Na sociedade actual, a música não só aparece muito ligada á imagem, como em determinados momentos, parece servir-se dela. Os meios de comunicação social têm vindo a criar uma civilização da imagem. As imagens possuem um enorme potencial graças à sua linguagem, que pode ser entendida em qualquer parte. Com a globalização, que a tecnologia tem favorecido e incentivado, há um sistema de produção industrial de informação e publicidade centrado na imagem, que procura, por um lado, apresentar os acontecimentos e informar, mas, por outro lado, seduzir, argumentar e convencer. Por ser polissémica, a imagem pode ter várias funções de acordo com diversas interpretações.

Ao longo da sua carreira Prince procurou exortar, suscitar ou provocar estímulos, para influenciar e promover uma mudança de comportamentos através da apresentação de variados argumentos, libertação sexual, independência espiritual, e económica. O artista usou também símbolos, sobrepondo-os à própria realidade, criando uma realidade simbólica. Usou também, expressivamente a imagem, na qual revela sentimentos, emoções e valores dele próprio, ao jogar com expressões faciais, determinadas posturas do corpo, jogos de luz e de cor, na sua relação não só com os média mas também com os cenários. Para o artista, a imagem depreende-se que tenha por consequência uma função lúdica, baseada no entretenimento. Prince é um virtuoso, actualmen­te toca mais de vinte e cinco instru­mentos diferentes. Prince tem a habilidade de juntar elementos de todos estes estilos musicais. Não só compôs uma série de álbuns inovadores, ele viajou com frequência, produziu álbuns e escreveu canções para muitos outros artistas, e gravou centenas de canções que ainda estão para serem editadas. A cada álbum que ele lançou, o artista teve um crescimento notável de estilo e diversidade musical, experimentando constantemente sons diferentes, texturas e géneros. Ocasionalmente, a sua música pode ser incrivelmente incoerente por causa deste ecletismo, mas as suas experiências foram frequentemente bem sucedidas; nenhum outro artista contemporâneo pode misturar tantos estilos diversos num conjunto tão coeso. Criativo e enig­mático génio do funk e do Rock contemporâneo, apresentando uma imagem completamente provo­cante e ambígua que soube ir-se adaptando aos novos tempos, novos costumes e mercados. Depois dele toda uma nova geração de artistas libertou-se dos estereótipos, definiu pouco a pouco a verdadeira fusão dos géneros, onde à música se sobrepôs a imagem. Da sua imagem ao longo da sua carreira, quase todos os adjectivos lhe poderão ser atribuídos, provocador, sensual, animal, excêntrico, romântico, profissional, sexista.

De umclip_image033a coisa não pode ser acusado, de ter medo de enfrentar as objectivas das câmaras.

Foi dos primeiros artistas a ter a coragem de enfrentar as grandes editoras multinacionais e a libertar-se do domínio destas, mudando assim para sempre o panorama da música planetária, sendo seguido mais tarde por grandes estrelas como Madonna ou os Red Hot Chilli Peppers

Bibliografia

Prince. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

O Guia do Rock – Philippe Bouchey, Edição Pergaminho, 1989

Enciclopédia – As fera do rock, Edições Altaya, 1997

funções da imagem. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

Na Internet:

http://www.billboard.com/#/artist/prince/bio/5451

http://www.mtv.pt/musica/artistas/prince/

Rui Bexiga – junho de 2010

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