Câmara de Almeirim não esqueceu o Mercado Municipal

As opiniões dividem-se entre a oposição, comerciantes e clientes do espaço

Mercado Municipal de Almeirim

A Câmara de Almeirim incluiu o Mercado Municipal, no plano de recuperação urbanística (QREN), com o objectivo de transmitir uma nova dinâmica ao espaço – as obras deverão estar concluídas até 2013.

Quem entra no Mercado Municipal de Almeirim depara com inúmeras bancas vazias, algumas lojas fechadas, paredes a precisarem de pintura, iluminação deficiente e pouca variedade de oferta de produtos, principalmente durante a semana.

Ao fim de semana, a oferta é maior com o aumento de vendedores de produtos agrícolas produzidos na região.

Consequência disso ou não, o certo é que quando há mais oferta a clientela aumenta. Maria Caetano, com mais de 50 de mercado ouvida pelo nosso jornal afirmou que, o Mercado entrou em decadência «a partir do momento em que se começou a proibir a venda de certas no mercado para além da comida» e que a solução para o espaço seria «colocarem cá outros produtos para chamar as pessoas, como, vinhos, roupas e sapatos».

A intenção da autarquia é a recuperação do imóvel com dinheiros comunitários, mantendo a estrutura do edifício, dando-lhe ao mesmo tempo um «ar moderno», actualmente, o Mercado é um «espaço morto no centro da cidade e, já não pode ser o que era antigamente», afirmou. Pedro Ribeiro, vice-presidente e vereador da Câmara local reconhece que, conjuntamente com as obras de recuperação, a câmara deseja a introdução no mercado de diferentes e variadas actividades comerciais, «criando novas sinergias», como forma de atrair mais clientes ao concentrar vários serviços.

Outro dos aspectos fundamentais será a implementação de um novo horário, mais de acordo com as necessidades, pois o praticado actualmente está desajustado (funciona diariamente excepto ao domingo entre as 6h30m e as 13h00).

A acompanhar a reestruturação dentro do mercado, estará a criação de espaços de estacionamento nas suas proximidades, para que o acesso ao local aconteça de uma forma mais rápida e fácil.

Mas, para que o projecto funcione, a Câmara espera também a colaboração dos actuais comerciantes do espaço e, para isso, «está inteiramente disponível para ouvir as suas opiniões, no sentido de se poder levar a cabo outras actividades para além do comércio tradicional, como exposições, espectáculos» na palavra do vice-presidente.

A CDU local, através de Manuela Cunha, está no essencial de acordo com a posição da autarquia e, mostra-se até surpreendida com esta nova posição da edilidade, pois para esta força política a câmara tem «sucessiva e deliberadamente abandonado o local, contribuindo para a sua asfixia progressiva». Para a CDU a preservação dos Mercados Municipais «é algo de muito importante, pois estes são lugares comerciais alternativos, permitindo um circuito directo do produtor para o consumidor, e representam um espaço sociocultural de grande interesse». Nesse novo projecto deverão ser consideradas as garantias de higienização e salubridade exigidas por lei para o espaço e produtos, mais conforto para os vendedores e clientes. A CDU defende ainda que a função essencial do mercado não deverá ser adulterada. Manuela Cunha, ex-vereadora actualmente com assento na Assembleia Geral da Câmara defende, inclusive, medidas que poderiam ser já aplicadas como a existência de sinalética em locais fundamentais de grande afluência a indicar a localização do Mercado, a aproximação da paragem do serviço de transporte urbanos (TUA), e publicidade em outdoors ao comércio local.

A alternativa Parque das Tilias

Contrário a esta posição está Francisco Maurício, eleito pelo MICA (Movimento Independente de Cidadãos de Almeirim), que defende a construção de um novo mercado, numa zona mais central da cidade, nomeadamente no Parque das Tílias, junto à Praça de toiros, visto, já não acreditar na recuperação do Mercado Municipal no local onde se situa actualmente, pois as pessoas socialmente adquiriram outros hábitos.

O MICA defende que a construção de um novo mercado compreenda a instalação dos comerciantes locais, sendo que a iniciativa de tal projecto caberia sempre à autarquia.

Para o actual mercado o MICA defende o seu aproveitamento para a instalação de um qualquer organismo público.

Por outro lado, Paulo Leandro, recém-eleito líder da concelhia local do PSD, é a favor de um investimento no Mercado Municipal que vise a sua recuperação, mas desde que este tenha retorno, «não basta fazer obras de recuperação, o projecto deve ser acompanhado de uma estratégia para a sustentação do mesmo, por isso, vamos fazer o investimento, mas vamos rentabilizá-lo». Esse projecto deverá considerar também a dinamização da área envolvente ao mercado.

Não só na política as opiniões se dividem, o nosso jornal ouviu também actuais vendedores e clientes do mercado. Se Maria Caetano (peixeira) e Fábio Simões (talhante) por um lado defendem que o actual mercado deverá ser reabilitado, outros há, nomeadamente António Colaço (talhante) e José Pilão (peixeiro) defendem que se deverá construir um novo edifício num local mais centralizado concordando que e melhor local será no Parque das Tílias junto à Praça de Toiros

No entanto todos concordam que a situação actual não serve, ninguém e que alguma coisa terá de ser feita.

http://www.cm-almeirim.pt/almeirim

http://www.qren.pt/item3.php?lang=0&id_channel=34&id_page=203

http://www.almeirinense.com/almeirinense/

Texto com: 5267 caracteres incluindo espaços

Docente: Teresa Maia e Carmo

Discente: Rui Manuel Duarte Bexiga

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